OS FILHOS DE HYPNOS
Os filhos de Hypnos, os Oneiroi, são personificações de sonhos, sendo eles Icelus (Iquelo ou Phobetor), Morfeus (Morfeu) e Phantasos (Fantaso):
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Morfeu (palavra grega cujo significado é “aquele que forma, que molda”) é o deus grego dos sonhos divinos. Costuma aparecer em sua forma humana e foi o mais forte dos Oneiroi.
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Icelus (”frightening”) é o deus dos pesadelos. Aparece nos sonhos dos humanos nas formas de animais e monstros. Ele é conhecido por Icelus apenas pelos deuses, os mortais o chamam de Phobetor (”phobia”).
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Fantasos (”apparition”), o deus dos sonhos que aparecia como parte da natureza, na forma de objetos inanimados.
HYPNOS E THANATOS

Hypnos era filho de Nix (a Noite, a escuridão acima de Gaia) e Érebo (as trevas Primordiais,”a escuridão profunda que se formou no momento da criação”). Teve muitos irmãos, entre os quais seu irmão gêmeo Thanatos, a morte. Os seus outros irmãos nasceram apenas da Vontade de Nix, ou da ajuda de Érebo, alguma forma diferente da concepção dos gêmeos (mitologia). Os seus irmãos eram:
- Thanatos, a morte;
- Éter, a luz;
- Éris, a discórdia;
- Hemera, o dia;
- Hespérides, a tarde;
- Apáte, o engano;
- Filótes, a amizade;
- Geras, a velhice;
- Lissa, a loucura;
- Momo, o escárnio;
- Oizus, a miséria;
- Lete, o esquecimento;
- Ate, o erro;
- Nêmesis, a ética;
- Kera, o destino do homem em seus momentos finais;
- Moro, o quinhão que cada homem receberá em vida.
Hypnos (o sono mortal) viveu no palácio construído dentro de uma caverna grande no oeste distante, onde o sol nunca chegou, porque ninguém tinha um galo que acordasse o mundo, nem gansos ou cães, de modo que Hypnos viveu sempre em tranqüilidade, em paz e silêncio.
Do outro lado de todo este lugar peculiar passava Lete, o rio do esquecimento, e nas margens, outras plantas cresciam colaborando com murmuro liso de águas límpidas do rio a dormir. No meio do palácio estava uma cama bonita, cercada pelas cortinas pretas em que Hypnos descansou em penas macias com um sonho calmo flagelado das histórias. Seu filho, Morfeu tomou cuidado de que ninguém o acordasse.
Podia dominar muitos deuses e mortais. É representado como uma pessoa nova. Hypnos era o deus do sono, da atividade a dormir, mas não dos sonhos em si (histórias que passam em nossos pensamentos) representados por Morfeu.
Segundo Homero, Hypnos vive em Lemmos, e está casado com a Grácia Pasitea, que Hera lhe concedeu em agradecimento por préstimos realizados. Tem forma humana, mas se torna uma ave antes de dormir.
Outras vezes é representado como um jovem com asas que toca uma flauta na frente dos homens para fazê-los dormir, e que tem um rastro de névoa.
Hypnos era considerado um deus com suas vestes e cabelos na cor dourada, assim como seu irmão gêmeo, Thanatos, era considerado um deus de vestes e cabelos na cor prateada.
Tem três filhos, Morfeu, Iquelo, também chamado de Fobeto, e Fantaso, todos representam os sonhos e sua variedades.
Embora Hypnos visitasse o mundo real em algumas ocasiões, não teve nehum culto desde os tempos da Grécia Clássica. Nos territórios de Hypnos, é adorado por determinadas criaturas não humanas.
Na mitologia grega, Thanatos era a personificação da morte, enquanto Hades reinava sobre os mortos no mundo inferior. Diz-se que Thanatos nasceu em 21 de agosto sendo a sua data de anos o dia favorito para tirar vidas.
Thanatos era filho de Nix, a noite, e Érebo, a escuridão do mundo inferior. Era irmão gêmeo de Hypnos, o sono e era representado como uma nuvem prateada ou um homem de olhos e cabelos prateados. Thanatos tem um pequeno papel na mitologia, sendo eclipsado por Hades. Thanatos habitaria os Campos Elísios junto com seu irmão Hypnos.
Tânatos na lenda de Sísifo: Certa vez, uma grande águia sobrevoou a cidade de Ephyra (depois chamada Corinto), do qual Sísifo era rei, levando nas garras uma bela jovem. Sísifo reconheceu a jovem Egina, filha de Asopo, um deus-rio, e viu a águia como sendo uma das metamorfoses de Zeus. Mais tarde, o velho Asopo veio perguntar-lhe se sabia do rapto de sua filha e qual seria seu destino. Sísifo logo fez um acordo: em troca de uma fonte de água para sua cidade ele contaria o paradeiro da filha. O acordo foi feito e a fonte presenteada recebeu o nome de Pirene e foi consagrada às Musas.
Assim, ele despertou a raiva do grande Zeus, que enviou Thanatos, o deus da morte, para levá-lo ao mundo dos mortos. Porém Sísifo conseguiu enganar Thanatos, elogiou sua beleza e pediu-lhe para deixá-lo enfeitar seu pescoço com um colar, na verdade, não passava de uma coleira, com a qual Sísifo manteve a morte aprisionada ao mesmo tempo evitando que qualquer outra pessoa ou ser vivo morresse. Dessa forma, Sísifo arranjou encrencas com Hades, o deus dos mortos, e com Ares, o deus da guerra, que precisava dos préstimos da morte para consumar as batalhas.
Tão logo teve conhecimento, Hades libertou a morte e ordenou-lhe que trouxesse Sísifo imediatamente para o mundo dos mortos.
Thanatos na lenda de Midas: Conta-se que o rei Midas (conhecido por Dionísio tê-lo cedido o dom, ou maldição, de transformar em tudo que encostava em ouro, que mais tarde lhe foi retirada pelo deus), estava morrendo, então recebe em seu palácio o herói Hércules, logo Thanatos é enviado para pegar a alma de Midas, mais Hércules o expulsa de lá.
ATENA
Métis, personificação da prudência, ia dar à luz um filho de Zeus. Ao consultar o Oráculo de Gaia, o deus soube que em seguida viria um filho que lhe tiraria o trono, assim como Zeus fizera a seu pai, Cronos. Temeroso, Zeus engoliu Métis, assegurando seu reinado. Dias depois, sentindo uma dor lancinante na cabeça, chamou Hefestos, o deus do fogo e do metal. Este, que era o ferreiro divino, golpeou o crânio do pai com seu machado e viu surgir uma mulher adulta, já vestida com uma armadura e um elmo de ouro e portando um escudo e uma lança nas mãos.
Era Atena, nova encarnação da sabedoria divina, deusa da justiça, que completara seu crescimento e nascera da cabeça do pai. Assim que a viu, Hefestos (Vulcano) reclamou-a como esposa como pagamento pelo serviço prestado a Zeus. Mas Atena desejava manter-se virgem. Os gregos antigos não concebiam que uma grande virtude pudesse ser atribuída a uma mulher. Foi este o fato que deu origem à lenda do nascimento de Atena, ou Minerva. Pois o surgimento de uma deusa sábia e guerreira não poderia se dar pelo ventre materno. As qualidades masculinas de Atena (Minerva) não seriam aceitas se a deusa fosse leviana e libertina como as outra imortais olímpicas. Para ganhar e manter o respeito de guerreiros e povos inteiros, manteve-se virgem, num pudor avassalador que chegou a causar desgraças. Quando o gigante Palas tentou violenta-la, por exemplo, foi assassinado, e de sua pele foi feito o aigis, manto da virgindade. Para que não esquecessem sua vitória, adotou o nome de Palas Atena, sob o qual era invocada pelos gregos para proteger suas cidades. A sabedoria de Atena se traduz em sua belicosidade. A deusa é uma divindade guerreira, mas usa sua força apenas de forma defensiva. Atena luta pela justiça e por seus ideais, visando a paz e encarnando o ideal bélico.
Não só por seu caráter de justiça, Atena é considerada uma divindade civilizatória. A ela são atribuídos a criação da flauta e do leme, a fertilidade dos campos e rebanhos, os potes de barro para conservação de alimentos e a arte da tecelagem.
O caráter ideal de Atena parece ter sido forjado pelo escultor grego Fídias, pois seu busto da deusa, de uma fisionomia calma, forte, consciente e lúcida, passou a ilustrar os principais atributos de Atena.
Esta famosa estátua, esculpida em ouro e marfim ficava no Partenon, templo mais importante consagrado à deusa em Atenas. A deusa era representada de pé, empunhando uma lança e coberta com seu manto protetor, a égide e a sua túnica. Interessante é que toda a rica ornamentação em ouro da estátua podia ser retirada com facilidade, pois era mister, quando a república se via em apertos, poder recorrer ao tesouro público, do qual a deusa era depositária.
Com todos estes atributos, Atena era uma deusa adorada e respeitada por toda a Grécia. Muitas festividades eram realizadas em sua homenagem. Algumas das mais importantes eram as Panatenéias, em Atenas, quando as melhores tecelãs iam à Acrópole carregando imenso manto, os homens ofereciam ramos de oliveira e os jovens galopavam cavalos selvagens. Havia corridas, lutas e torneios de poesia e música em homenagem à deusa. O objetivo religioso da festa era cobrir a deusa de um véu novo em substituição ao que fora gasto pelo tempo. Mas o objetivo político era ressaltar aos olhos das cidades vizinhas, a proteção de Atena.
ATENA E POSEIDON
Cécrope percebeu que a oliveira lhes seria mais útil e batizou a cidade com o nome de Atenas, em homenagem à nova deusa protetora. Mas Poseidon, sendo deus dos mares, não podia ser esquecido em uma cidade costeira. Os atenienses, então, ergueram na Acrópole um altar ao Olvido, monumento de reconciliação de Poseidon e Atena; em seguida, Poseidon participou das honras da deusa e retirou a maldição que jogara sobre a cidade. Assim, os atenienses tornaram-se um povo navegador e ao mesmo tempo agrícola e manufatureiro. A partir de então, Atena passou a usar cavalos no capacete, como prova de sua reconciliação com Poseidon, a quem era consagrado o cavalo.
Esta célebre disputa foi tema de um dos dois frontões do Partenão, esculpidos por Fídias, cujos fragmentos fazem parte do Britsh Museum em Londres nos dias atuais. Atena foi cultuada em sua montanha santa, a Acrópole durante séculos. A confiança que a deusa inspirava, só começou a perder força e acabou por desaparecer com a influência cristã.
Niké (em grego Νίκη) era uma deusa grega que personificava a vitória, representada por uma mulher alada. Os romanos designaram o nome de Victória para Niké.
Nos Jogos Olímpicos de Verão de 2004 em Atenas, a imagem da deusa veio cunhada nas medalhas (ouro, prata e bronze). Essa imagem da deusa nas medalhas vem de uma escultura em mármore do século V a.C., feita pelo escultor Paeonius. A mais famosa imagem de deusa é a de Samotrácia, exposta no museu do Louvre, em Paris. A outra face da medalha mostra a chama da tocha olímpica, uma citação do poeta grego Píndaro, o emblema dos jogos e o nome do esporte a que ela é destinada. A deusa se encontra a mão direita de Atena, dando assim à deusa certeza de vitória em todas as batalha travadas. Atena em sua história várias vezes já travou grandes batalhas contra deuses que desejavam para si Niké, e graças à deusa alada Atena sempre as venceu.
OS DEUSES DO OLIMPO
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Zeus
É o senhor do Olimpo. Destronou Cronos, o seu pai, para reinar no Olimpo. Representa a ordem e a vitória da humanidade sobre as forças selvagens da natureza - no caso, representadas pelos Titãs. É ele quem distribui o bem e o mal e governa toda a humanidade. O seu símbolo é o trovão e a águia. Zeus devorou a sua primeira esposa, Métis, quando esta estava grávida de Atena, a deusa da sabedoria, com medo de que a criança viesse a ser um dia mais poderosa do que ele. No entanto, Atena acabou por irromper da cabeça de Zeus quando Hefesto lhe abriu ao meio com um machado. Hera foi a sua segunda esposa, apesar de Zeus ter gerado filhos de muitas deusas e mulheres. Entre os seus descendentes contam-se Apolo, Ártemis, Dionisio, Herácles (Hércules), as Graças, as Musas, Quíron, Perséfone, Hebe, Hermes, Minos, Perseu, Castor e Pólux entre outros.
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Hera
Equivalente, em Roma, a Juno, deusa protectora das mulheres e do casamento e do nascimento. É irmã e esposa de Zeus, e mãe dos deuses Hefesto e Ares.
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Atena
Deusa da guerra justa, da sabedoria, das artes, da estratégia e ofícios, equivalente, em Roma, a Minerva. Atena era filha de Zeus, tendo nascido da sua cabeça, já completamente desenvolvida. Na Odisséia, de Homero, é a protetora de Ulisses e do seu filho Telémaco. O seu principal centro de culto era a cidade de Atenas, disputada para ser adorada por Atena e Poseidon. Poseidon ofereceu uma fonte de água salgada para os habitantes da cidade, enquanto que Atena ofereceu uma oliveira. Os atenienses optaram pela deusa e assim a cidade passou a se chamar Atenas. O Partenon, situado na acrópole da cidade é o maior templo dedicado à deusa e até hoje atrai visitantes de todo o mundo. O mito do nascimento de Atena é de particular importância para entendermos a mentalidade dos gregos. Zeus tomara Métis (Sabedoria, Prudência) como primeira esposa. Estando ela grávida de Atena, o deus a engoliu, para que ela não tivesse um filho mais poderoso que o pai. Após tal feito, Zeus foi atormentado por dores de cabeça terríveis. Após tentar todas as ervas medicinais conhecidas, Zeus teria chamado Hefesto para achar uma solução. Hefesto, sem alternativas, sugere atingir o deus com seu martelo. Atena nasceu, então, da cabeça de Zeus, ao ser atingida pelo martelo de Hefesto, completamente desenvolvida e armada.
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Eros
Filho de Ares e Afrodite, em algumas versões considerado filho do Caos, sua versão romana é a de Cupido, ele é o deus do amor.
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Éolo
Deus dos ventos e filho de Poseidon e Eólia, corresponde a Lúlio na mitologia romana.
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Poseidon (Posídon)
Poseidon é o deus do mar, e o terceiro filho dos titãs Cronos e Réia e irmão de Zeus e Hades. O deus equivalente na mitologia romana é Neptuno. Também conhecido como deus dos terremotos e dos cavalos. O símbolo mais comumente associado a ele é o tridente.
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Héstia
Filha de Crono e Réia, irmã de Hera, Zeus, Poseidon, Hades e de Deméter, deusa virgem da lareira e do lar, seu nome romano é Vesta. É provavelmente a deusa mais desconhecida, por serem suas atribuições ao lar, sendo a si dirigidas as preces do bom funcionamento da casa. Não se conhecem aventuras ou passagens da presença desta deusa.
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Apolo
Segundo as mitologias grega e romana, é o deus da luz do Sol, da música, da poesia e da profecia, e ainda o protector das musas. É irmão gémeo de Ártemis, filho de Zeus e Latona. Apolo é representado nas estátuas da antiguidade como um deus muito belo, personificando o ideal grego de beleza masculina. Eram particularmente importantes os cultos que lhe eram prestados em Delos, onde teria nascido, e em Delfos, onde se situava o seu principal santuário. Apolo é constantemente confundido com Hélios.
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Ártemis
Segundo a mitologia grega, a deusa da castidade, dos animais selvagens, da luz da Lua e da caça (a romana Diana). Irmã gêmea de Apolo, era adorada em centros de culto espalhados um pouco por todo o mundo grego, sendo um dos maiores o Templo de Ártemis que se situava em Éfeso. Este enorme templo, várias vezes reconstruído nos tempos da antiguidade clássica, era uma das Sete Maravilhas do Mundo. Ártemis é constantemente confundida com Selene.
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Deméter
Filha de Cronos e Réia é a deusa da colheita. Seu nome do grego significa mãe da terra (de=terra, meter=mãe). Deusa responsável pelas estações. Teve uma linda filha com Zeus, chamada Perséfone. Hades deus dos infernos ficou encantado com a sua beleza e resolveu raptá-la para levá-la para seu reino. Após o rapto de Perséfone, Demeter saiu em sua busca durante nove dias e nove noites, mas em vão, já que ninguem sabia onde estava a sua filha. Então Hélio, o deus que tudo vê, lhe contou o que tinha acontecido. Zeus ficou indiferente, então, Deméter, passou a viver na terra, em Ática, e decidiu que não só ela ficaria de luto pela perda da filha, como toda a natureza também. Todas as plantas começaram a morrer e as pessoas começaram a morrer de fome. Zeus ficou preocupado e instruiu Íris para conversar com Deméter, mas de nada adiantou. Zeus então enviou Hermes para conversar com Hades, que concordou em liberar Perséfone, oferecendo-lhe, contudo, uma semente para comer. Com essa medida, ele conseguiu garantir que Perséfone voltaria para ele. Quando ela voltou para a sua mãe as flores brotaram e toda a terra foi coberta de verde e assim foi por 8 meses, enquanto Perséfone ficou junto da sua mãe, mas nos 4 meses seguintes ela retornou ao sub-mundo e por la permaneceu por 4 meses, nesse período sua mãe entrou de luto e com ela toda a natureza. Todo ano esse ciclo se repete.
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Hermes
Equivalente, em Roma, a Mercúrio. Filho de Zeus e Maia, tinha a função de mensageiro dos deuses. Usava sandálias com asas, um chapéu de abas largas, e segurava uma vara (caduceu) onde se enrolavam duas serpentes. Hermes era o protector dos ladrões, viajantes e mercadores.
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Dionísio
Na mitologia grega, o deus do vinho é filho de Sémele e de Zeus, e também do excesso orgiástico. Era servido por mulheres, as ménades, de quem se dizia serem capazes de despedaçar um animal apenas com a força dos seus braços, quando sob a influência do deus. Foi identificado com o deus romano Baco, cujos ritos eram menos cruéis e deram origem às bacanais.
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Afrodite
Segundo a mitologia grega, é a deusa do amor e da beleza. Por vezes, considera-se que é filha de Zeus (por exemplo, nos textos de Homero), outras vezes diz-se que nasceu da espuma do mar (como nos textos de Hesíodo). Casada com Hefesto, o deus do fogo, era-lhe infiel. É a mãe de Hermafrodito (com Hermes), Eros o deus do amor, Anteros, Fobos, Deimos e Harmonia (com Ares), Himeneu com Apolo, Priapo (com Dionísio) e Enéias (com o mortal Anquises). A deusa equivalente na mitologia romana é Vénus.
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Hefesto
Deus do fogo, dos metais e da metalurgia, filho de Zeus e Hera. Trabalhava admiravelmente os metais e construiu inúmeros palácios de bronze, além da esplêndida armadura de Aquiles e o cetro e a égide de Zeus. Segundo uma tradição, nasceu coxo, pelo que sua mãe lançou-o do alto do monte Olimpo, foi recolhido por Tétis e Eurínome, com as quais permaneceu durante nove anos. Voltando ao Olimpo, ao defender Hera contra Zeus, este atirou-o do céu e, precipitando durante um dia inteiro, caiu na ilha de Lemos. Suas forjas, com vinte foles, foram depois do Olimpo colocadas no Etna, onde tinha os Ciclopes como companheiros de trabalho.
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Ares
Deus da Guerra. Seu símbolo era o cão ou o abutre. Pai de Rômulo e Remo, que fundaram Roma. Era mais cultuado pelos romanos do que pelos gregos. Ele se preocupava com a guerra e a batalha,e entrava rapidamente em uma briga. Também era conhecido como Marte em Roma.
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Hades
Irmão de Zeus e Posídon, Hades divide com eles o domínio do Universo. Enquanto o primeiro detém os Céus e o segundo os Mares, Hades é o senhor do mundo subterrâneo, a morada dos mortos, que comporta o Inferno ou Hades, local genérico para a moradia dos mortos, o Tártaro, abrigo dos grandes criminosos e inimigos dos deuses, e o os Campos Elísios, habitação dos bem-aventurados, virtuosos e benquistos dos deuses, as pessoas evitavam dizer seu nome, e diziam “apelidos”, como Plutão, que deu nome ao deus romano.
PANTEÃO
Os deuses da mitologia grega representam forças e fenômenos da natureza e também impulsos e paixões humanas. Moram no Monte Olimpo e de lá controlam tudo o que se passa entre os mortais. O Panteão Grego inclui semideuses, heróis e inúmeras entidades, como os sátiros e Ninfas, espíritos dos bosques, das águas ou das flores…
GÊNESE
No princípio havia o Caos, e em algum momento surgiu o Érebo, o lugar desconhecido onde a morte mora, e Nix. Havia apenas silêncio e vazio. Então, Amor nasce produzindo um início de ordem, e se faz Luz e Dia, e a terra (Gaia) aparece. Érebo e Noite copulam e dão origem ao Éter, a luz celestial, e ao Dia, a luz terrena. Gaia, por si só, gera Urano, o céu. Urano torna-se o esposo de Gaia e a cobre por todos os lados. Da união de Urano e Gaia surgem todas as criaturas, Titãs, Ciclopes, e Hecatônquiros.
OS TITÃS
Os Titãs eram doze dos filhos dos primitivos senhores do universo, Gaia e Urano. Seis eram do sexo masculino - Oceanus, Céos (pai de Leto), Crio, Hiperião, Jápeto (pai de Prometeu) e Cronos - e seis do feminino - Téia, Réia (mãe dos deuses do olímpo), Têmis (a justiça), Mnemósina (a memória), Febe (deusa da Lua cheia) Tétis (deusa do mar) e Medusa. Tinham por irmãos os três hecatônquiros, monstros de cem mãos e cinqüenta cabeças, e os três Ciclopes, que forjavam os relâmpagos.
Urano não gostava dos Ciclopes e dos Hecatônquiros por isto os prendeu no Tartáro. Gaia então instigou entre seus filhos a revolta. Foi Crono, o mais jovem, que assumiu a liderança da luta contra Urano e, usando uma foice oferecida por Gaia, castrou seu pai. O sangue de Urano, ao cair na terra, gerou os gigantes; da espuma que se formou no mar, nasceu Afrodite.
Com a destituição de Urano, os Titãs libertaram os outros irmãos e aclamaram rei a Cronos, que desposou sua irmã Réia e voltou a prender os Hecatônquiros e os ciclopes no Tártaro.
A TITANOMAQUIA
Cronos foi advertido de que assim como aconteceu com seu pai ele também seria destronado por um de seus filhos, então passou a devora-los quando nasciam; assim ele o fez com Deméter, Hera, Hades, Héstia e Poseidon. Quando Zeus nasceu, Réia deu uma pedra para Cronos no lugar do seu sexto filho, que ocultou numa caverna na ilha de Creta. Ao atingir a idade adulta, Zeus decidiu destronar o pai, conforme a antiga profecia.
A primeira aliada de Zeus foi a titânida Métis, deusa da prudência. Métis enganou Cronos, fazendo-o beber uma poção que o obrigou a vomitar Héstia, Deméter, Hera, Hades e Posídon, os filhos engolidos. Zeus conseguiu ainda libertar os ciclopes, seus tios, que se juntaram a ele e aos irmãos.
Armado com o relâmpago (presente dos ciclopes) e recoberto com a égide (possivelmente a pele da cabra Amaltéia, já morta), Zeus enfrentou Cronos e os outros titãs. Do lado de Zeus, além dos irmãos e dos tios (os ciclopes), estavam as oceânides Métis e Estige, os filhos de Estige (Zelo, Niké, Cratos e Bias) e Prometeu, filho de Jápeto. Do lado dos titãs, as operações foram conduzidas por Cronos. Após dez anos de luta, a um conselho de Gaia, Zeus libertou também os poderosíssimos hecatônquiros. Com mais esses aliados, os titãs foram finalmente derrotados e expulsos do céu.
O OLIMPO
Com a vitória, Zeus se tornou o soberano dos Deuses e passou a governar o universo no Monte Olimpo, uma montanha mística que se estendia além da terra. A Poseidon ele concedeu o domínio sobre as águas e a Hades o mundo dos mortos, dentre os quais o Tártaro.
O novo soberano prendeu os titãs vencidos no Tártaro, eternamente vigiados pelos hecatônquiros, e condenou o poderoso Atlas a sustentar eternamente a abóbada celeste.
No Olimpo, os deuses passavam o tempo em maravilhosos palácios, eternamente em festa. Comiam a ambrosia e bebiam o néctar, alimentos exclusivamente divinos, ao som da lira de Apolo, do canto das Musas e da dança das Cárites.

























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